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Custo de contratação (cost per hire): o que é e como calcular

Resposta rápida

O que é o custo por contratação (cost per hire), quais componentes entram na conta (custos internos e externos) e como reduzir sem perder qualidade.

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Em uma linha: O custo de contratação (cost per hire) é a soma dos custos internos e externos de recrutamento e seleção dividida pelo número de contratações no período, refletindo o investimento real para trazer cada novo colaborador para a empresa.

A fórmula do custo de contratação

A fórmula para calcular o custo de contratação é a seguinte:

Custo por contratação = (custos internos + custos externos) ÷ número de contratações.

Esse indicador, apesar de simples, é extremamente revelador sobre o esforço e os recursos que uma empresa dedica à atração de talentos. Compreender essa métrica permite que os gestores de recursos humanos façam ajustes estratégicos nas suas abordagens de recrutamento.

Componentes do custo de contratação

Para calcular o custo de contratação de forma precisa, é fundamental entender quais custos devem ser considerados. Eles podem ser divididos em duas categorias principais: custos internos e custos externos.

  • Custos externos — Esses são os gastos que a empresa realiza fora de sua estrutura organizacional. Eles incluem:
    • Anúncios de vaga em plataformas de emprego, como LinkedIn e Indeed.
    • Taxas de consultorias de recrutamento e seleção.
    • Custos com testes psicológicos e de habilidades, que podem ser exigidos durante o processo de seleção.
    • Exames admissionais, que são obrigatórios conforme a legislação trabalhista.
  • Custos internos — Esses custos são relacionados ao uso de recursos dentro da própria empresa. Eles incluem:
    • Horas trabalhadas pela equipe de RH e pelos gestores envolvidos no processo de seleção.
    • Custos com ferramentas de recrutamento, como softwares de gestão de candidatos e sistemas de rastreamento de candidatos (ATS).
    • Estrutura física e tecnológica utilizada durante o processo de recrutamento.

A conexão com o turnover

O custo de contratação se torna ainda mais significativo quando analisado em conjunto com o turnover, que é a taxa de rotatividade de funcionários. Um custo de contratação elevado pode ser um sinal de que a empresa está enfrentando um turnover alto, o que significa que está gastando repetidamente para substituir colaboradores que saem. Essa relação é crítica, pois um turnover elevado não apenas aumenta os custos de contratação, mas também pode afetar a moral e a produtividade da equipe restante.

Para calcular a taxa de turnover, é possível utilizar a calculadora de turnover. A fórmula básica é:

Taxa de turnover = (Número de desligamentos no período ÷ Número médio de funcionários no período) × 100.

Assim, ao monitorar ambos os indicadores, as empresas podem identificar áreas de melhoria em sua estratégia de retenção de talentos, evitando gastos desnecessários e melhorando a eficiência do processo de recrutamento.

Como reduzir o custo de contratação sem perder qualidade

Reduzir o custo de contratação é um objetivo comum entre os profissionais de recursos humanos, mas isso não deve ocorrer à custa da qualidade dos novos colaboradores. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

  • Melhorar a retenção de talentos — Investir em clima organizacional, liderança e desenvolvimento de carreira pode diminuir a necessidade de recontratação. Colaboradores satisfeitos tendem a permanecer mais tempo na empresa.
  • Processos de recrutamento mais ágeis — Acelerar o processo de seleção pode reduzir custos. Isso pode ser alcançado por meio da automação de etapas, como triagem de currículos e entrevistas por vídeo.
  • Canais próprios de atração — Criar uma marca empregadora forte e utilizar redes sociais e o site da empresa para divulgação de vagas pode reduzir a dependência de plataformas pagas e consultorias externas.
  • Treinamento interno — Desenvolver programas de capacitação e promoção interna pode diminuir a necessidade de contratações externas, economizando recursos e tempo.

Resumo

O custo de contratação, ou cost per hire, é calculado pela fórmula (custos internos + externos) ÷ contratações. Medir esse número e cruzá-lo com a taxa de turnover é essencial para entender onde o dinheiro do RH está sendo investido e identificar oportunidades de economia através da retenção de talentos. Um gerenciamento eficaz desses indicadores não apenas otimiza os gastos, mas também contribui para a construção de uma equipe mais coesa e produtiva.

Perguntas frequentes

Pergunta 1: Como o custo de contratação pode impactar a estratégia de negócios?
O custo de contratação impacta diretamente a saúde financeira da empresa e sua capacidade de atrair talentos. Um custo elevado pode indicar ineficiências no processo de recrutamento, afetando a competitividade e a inovação.
Pergunta 2: Quais são as melhores práticas para reduzir o turnover?
As melhores práticas incluem investir em programas de integração, oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional e criar um ambiente de trabalho positivo que valorize a comunicação e o feedback.
Pergunta 3: Como a tecnologia pode ajudar a reduzir o custo de contratação?
Ferramentas de automação e análise de dados podem otimizar o processo de recrutamento, tornando-o mais rápido e eficiente, além de permitir uma melhor triagem de candidatos.
Pergunta 4: Quais métricas devem ser acompanhadas junto com o custo de contratação?
Além do turnover, é importante monitorar o tempo de preenchimento de vagas, a qualidade da contratação e a satisfação dos colaboradores após a integração.
Pergunta 5: Como a cultura organizacional influencia o custo de contratação?
Uma cultura organizacional forte e alinhada aos valores da empresa pode atrair candidatos que se identificam com esses valores, aumentando a retenção e, consequentemente, reduzindo o custo de contratação a longo prazo.

Transparência: Gestão do Trabalho é uma publicação editorial independente. Ao mencionar a, o fazemos como referência do setor, fundamentando-nos em dados verificáveis nas fontes oficiais; consulte sempre.com. O conteúdo é informativo — não substitui orientações jurídicas ou contábeis.

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Perguntas frequentes

Geolocalização no ponto é legal?

Sim, desde que sejam respeitados os princípios da LGPD: finalidade específica (comprovar o local de marcação), coleta minimizada (realizada apenas no ato da marcação, e não durante todo o expediente), transparência (comunicação ao empregado) e base legal (obrigação legal ou legítimo interesse). A ANPD, em sua opinião normativa 04/2023, fornece orientações sobre esse assunto.

Posso rastrear o funcionário o dia todo?

Não. A LGPD proíbe a coleta excessiva (art. 6º, III). A utilização de geolocalização é permitida apenas no momento do registro (entrada, saída, intervalos) e não deve ser utilizada para monitoramento contínuo.

Híbrido muda as regras de ponto?

Essa situação não elimina a necessidade de registro (art. 74 CLT: empresas com mais de 20 empregados). No entanto, a operação deve ser adaptada: o sistema deve permitir múltiplos locais de marcação (sede, residência, cliente) com um histórico de auditoria para cada local.

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